quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Passe Livre já!


O dinheiro do meu bolso não é capim... eu quero passe-livre sim!


Defendemos o Passe-livre por ser um direito dos estudantes e desempregados poder utilizar o ônibus e o metrô. Não se trata de um privilégio como prega o prefeito e o governador.

A construção da luta do passe-livre precisa estar em nosso cotidiano, no bairro, trabalho, grêmio, na sala deu aula, etc. Esse direito só poderá se consolidar com a união de uma ampla gama de movimentos sociais, sindicatos, escolas, trabalhadores, desempregados, para que, através de ações conjuntas e duradouras, possamos alcançar conquistas, não só para os estudantes, mas para toda população.

As lutas ocorridas no Rio de Janeiro, Maceió e Belém refletem não só a insatisfação com o aumento das passagens, mas a revolta contra os Barões do Transporte, que lucram milhões. Mais uma luta sem a UBES, que preferiu fazer acordos com a prefeitura para continuar emitindo carteirinhas de meia-passagem, que meso custando R$1,15 é um roubo!

A prefeitura , o governo do estado, junto com donos das empresas de transporte preparam um aumento na tarifa para o próximo ano. Com isso, penalizam o povo e os estudantes de São Paulo.

Os estudantes devem combater este aumento. Por isso propomos um grande comitê de luta contra o aumento de passagens através dos grêmios estudantis nas escolas.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Moção de Apoio

A Executiva Regional Sul dos Estudantes de Farmácia (EREFAR-SUL) vem, por meio desta moção, declarar todo apoio à ocupação da reitoria da Universidade Federal do Paraná.
A pauta de reivindicações converge com a luta da executiva em defesa da Universidade pública, gratuita, de qualidade e sem exclusões, por isso considera legítima a ocupação.
Consideramos que o REUNI é mais um ataque à autonomia universitária, acabando com a legitimidade da produção do conhecimento pelas universidades e, dessa forma, há subordinação da mesma ao interesse do grande capital.


Executiva Regional dos Estudantes de Farmácia
EREFAR–SUL

MOÇÃO DE APOIO

O Centro Acadêmico de Farmácia da Universidade Federal do Paraná (CAF-UFPR) apóia e ocupa junto com os estudantes a reitoria da UFPR. Todas as reivindicações pautadas são afins com a ideologia defendida no Centro Acadêmico de Farmácia e com as lutas que vêm combatendo continuamente o REUNI.
O CAF-UFPR considera legítima a ocupação e suas reivindicações, por defender ensino, pesquisa e extensão de qualidade, ser contra a precarização da Universidade, e contra a lógica mercantilista que o REUNI prevê para a educação nas Universidades Públicas.


Centro Acadêmico de Farmácia da Universidade Federal do Paraná
CAF-UFPR
Gestão Instinto Coletivo

Moção de apoio à ocupação da UFPR

O DCE-UFS Gestão “Amanhã há de ser outro dia” vem, por meio desta, declarar total apoio à luta dos estudantes da UFPR contra o REUNI. Sabemos que o REUNI faz parte de um processo de reforma universitária que em nada contribui para o avanço da construção de uma universidade popular, a serviço da transformação social.
Pelo contrário, o REUNI representa a massificação do ensino superior gerando seu sucateamento, a quebra do tripé ensino-pesquisa-extensão e a total subordinação da universidade às necessidades de formação aligeirada e generalista do profissional para o novo mundo do trabalho.Dessa forma, a resistência dos estudantes da UFPR é exemplo para os lutadores de todo o país e tem nossa total solidariedade.
Esse processo de sucateamento da educação não pode continuar!
A reforma da universidade pública não será feita por decretos!

Reafirmamos que essa luta também é nossa e que no momento estamos em mobilização para barrar o REUNI no conselho de ensino e pesquisa da Universidade Federal de Sergipe.
Barrar o REUNI e defender a universidade pública!

MRL - Movimento Resistência e Luta
DCE UFS - “Amanhã há de ser outro dia”

Apoio do 2º diretor de pagas da UNE

Declaro meu apoio à luta dos estudantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) ocupados na reitoria da universidade, na luta contra o decreto de precarização da universidade pública, o Reuni. A Manifestação destes estudantes é o reflexo de uma luta de todos os estudantes e de toda a sociedade, que é a luta contra a reforma universitária. Não uma luta contra tudo e contra todos, mas contra uma concepção de ensino precarizante e privatizante. Contra todas as reformas neoliberais do governo, que retiram direitos dos trabalhadores.
Todo apoio à ocupação da reitoria da UFPR!

Rodrigo Mendes
2º Diretor de Universidades Pagas da UNE
Campo Barricadas Abrem Caminhos/ Frente de Oposição de Esquerda da UNE (FOE/UNE)

Moção de Apoio às ocupações da UFPR, UFBA, UFRJ e Unifesp

Nós do Campo Barricadas Abrem Caminhos apoiamos as ocupações das reitorias da UFPR, UFBA, UFRJ e Unifesp por entendermos que estas vem em resposta a um brutal ataque do Governo Lula à educação publica com o decreto do Reuni.

Por acompanhar as ocupações acontecidas no primeiro semestre em Universidades de todo o país acreditamos que estas mobilizações hoje mostram a resposta dos estudantes aos ataques que o atual governo brasileiro vem impetrando à educação pública, não respeitando assim a autonomia das universidades e não deixando a própria comunidade acadêmica destas instituições decidir pela implementação ou não do Reuni.
Todo apoio às ocupações de luta, contra o Reuni e a Reforma universitária.
Campo Barricadas Abrem Caminhos

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Movimentos Sociais – pra quê?

“... somos um enxame,
atacando um gigante...”


Muito se fala, muito se estuda, e muito se escreve sobre “movimentos sociais” em nosso curso. Teorias e mais teorias acumuladas em livros e mentes... teorias sobre o movimento operário, o movimento camponês, o de mulheres, de negras e negros, o GLBTT, e diversos outros movimentos e atores transformadores da sociedade... teorias sobre o papel dos novos movimentos sociais que surgem. Mas ao mesmo tempo em que se fala tanto – e há até certa saturação no curso com relação a isto – em movimentos sociais, percebe-se cada vez mais certo afastamento dos estudantes em relação a estes mesmos movimentos sociais em sua vida cotidiana, na prática mesmo. Em nosso curso talvez, tal fato ocorra pela influência do pensamento e da metodologia positivista – por muito tempo a base de nossa ciência -, que postula a diferenciação e o completo afastamento entre observador e o objeto observado. O total afastamento entre o cientista e o seu objeto de estudo (em nosso caso, a sociedade). Parece que movimento social é algo tão distante, que está tão longe de nossa realidade, de nossas vidas como estudantes de Ciências Sociais. Por que será que isto acontece?
Para inicio de conversa, temos de nos fazer a pergunta básica: “afinal, mas que diachos é movimento social?” Muito se fetichiza a palavra “movimento social”, mas para nós, militantes do campo Barricadas Abrem Caminhos, movimento social não é só o MST – que talvez seja o que possui maior visibilidade, e que divide corações e mentes na sua luta por reforma agrária e soberania popular. Movimento social também é a luta dos moradores de periferia e de favelas no Rio contra o Caveirão (carro blindado da polícia, que entra na favela atirando “para combater o crime”). Movimento social é se organizar num coletivo pra reivindicar e lutar pela descriminalização do consumo de substâncias consideradas drogas, para assim buscar diminuir o tráfico que estas geram. Movimento social é cobrar do Estado um concurso de docentes, para podermos ter mercado de trabalho e para que nossas licenciaturas não tenham sido em vão. É também, lutar pelas reivindicações mais básicas e essenciais para um ser humano e sua comunidade: por terra, por teto e empregos com direitos.

“...não espere até o momento de aplaudir o ato final...”

Movimento social é isto... é não se deixar levar pelo discurso do fim da história e ficar parado vendo tudo acontecer. Afinal, só quem se mexe, é que sente as correntes que o prendem.

“não vai parar, não vai parar, não vai.”

Nós, do campo Barricadas somos parte daqueles e daquelas que apóiam e participam ativamente do processo de surgimento de novos movimentos e atores sociais, e do processo de reorganização destes movimentos. Exemplo disto, é o Encontro do dia 25 de Março, em São Paulo, convocado pela INTERSINDICAL, CONLUTAS, MST, Assembléia Popular e Pastorais Sociais, que contou com a participação de mais de 6 mil militantes de diversas entidades e movimentos (DCEs, CAs, Frentes de luta contra as reformas neoliberais, Sindicatos, Sem Terra, Sem Teto, grupos, organizações e partidos de esquerda), discutindo os rumos do movimento social e um calendário unificado de lutas para este segundo semestre.

E nós, acadêmicos de Ciências Sociais o que temos a ver com isto?
No que nossa entidade, o Centro Acadêmico pode influenciar?


Ora, nós como estudantes de Ciências Sociais, e como quaisquer outros seres humanos, temos nossas necessidades e reivindicações... temos nossas lutas: a luta pela implementação da Sociologia no Ensino Médio, a tarefa de construção de um currículo à altura dos desafios do ensino desta disciplina; a luta por concursos para docentes em nosso curso e por concursos para podermos ser docentes no Ensino Médio; a luta por estágios e extensão para nós, estudantes do curso (e há tantos lugares em que poderíamos atuar e auxiliar – ongs, sindicatos, cooperativas, projetos de economia solidária, entre outros espaços – sem com isto atrapalhar nossos estudos, como acontece hoje, quando as únicas opções são estágios precarizados (como na Biblioteca Pública, na Polícia Civil, em empresas, e na nossa própria universidade, através do bolsa permanência – que deveria receber o nome de “bolsa exploração do discente para não contratação de técnico administrativo), ou então a opção do contrato precário com o Estado através do PSS (Processo Simplificado de Seleção – no qual muitos/as de nossos e nossas colegas estão inseridos, e das/os quais já recebeu o apelido de “PSS = Professor Sem Salário).
Por isto, Centro Acadêmico não é uma entidade abstrata, como alguns acreditam e dizem por ai...
CACS também é movimento social.

"Ou os estudantes se identificam com o destino de seu povo, com eles sofrendo a mesma luta; ou se dissociam dele, e neste caso, serão aliados daqueles que exploram o povo."
(Florestan Fernandes)

Num contexto de difusão de ideologia do fim da história e do bombardeamento de mensagens de individualismo exacerbado, e de implementação do dito “Estado mínimo”, com a retirada de nossos direitos – conquistados historicamente e com muita luta -, e de precarização de nosso trabalho e do trabalho de todas e todos, não vamos ficar parados. Não nos calaremos, pois sabemos que se assim o fizermos, estaremos fortalecendo este processo. É tempo de partido... é tempo de tomarmos partido e estarmos na luta. É tempo de dizermos: “não retirarão nossos direitos, e nós continuaremos na luta. Nós queremos avançar”, pois como dizia – aqui parafraseando Maiakovski – “o bom militante, é aquele/a que queima suas pontes de retirada.”

“O futuro
Não virá por si só
Se não tomarmos medidas.
Pega-o pelas orelhas, juventude!
...
calcula (estuda),
reflete,
mira bem
e avança!
...
As vestes poeirentas
De nossos dias
Cabe a ti, juventude, sacudí-las!”


Maiakovski – 1925
“Desatai o futuro!”